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Água transparente, peixes gigantes com dentes visíveis, peixes com cores do arco íris, corais que só em filmes… foi assim a minha entrada no mar na grande barreira de coral. Escrevo e apago esta frase vezes sem conta, pois é difícil explicar a sensação que se tem ao mergulhar num sítio como este. Digo sem pestanejar que foi das experiências mais fortes que tivemos nesta viagem… Estava excitada por ir mergulhar, mas depois de estar lá dentro admito que o coração começou a bater rápido, não do medo que estamos habituados a ter, mas da imensidão que é o oceano. Como me senti minúscula ao pé daqueles corais e animais que ali vivem. Como senti grata por viver aquela experiência.


Voltando um bocadinho atrás…
Mudámos a nossa rota na Austrália e fomos a Port Douglas ter com a Sofia e o Peter.
Conhecê-los foi uma coincidência, se elas existirem porque a mim custa-me a acreditar. Gosto mais de pensar que o acaso aconteceu por algum motivo e o motivo esse é simples uma nova e boa amizade.
A Sofia é portuguesa casada com o Peter australiano (com raízes portuguesas), apesar de viverem em Port Douglas o destino quis que nos conhecêssemos antes na Tasmânia, num dia de chuva e no único dia que era possível cruzarmo-nos. Após poucos minutos de conversa estavam a convidar-nos para ir ter com eles a Port Douglas no Norte da Austrália, ficámos sem saber o que responder… primeiro porque já não pensávamos ir a um sítio que chegou a estar no nosso plano inicial, segundo porque ficámos meio envergonhados com um convite assim.
Entre a Tasmânia e Port Douglas as mensagens trocadas foram muitas e o encontro deu-se na última semana antes de virmos para Bali.
Quando chegámos não queríamos acreditar, sabem aquelas casas que temos medo que os nossos filhos se mexam? Pois, foi a casa onde estávamos. Uma casa linda, uma arquitetura giríssima, uma decoração com um gosto único e acima de tudo uma casa com alma e com uma energia fantástica.
A Sofia e o Peter foram incansáveis e desde uma festa de aniversário no zoo a uma caminhada na floresta que vai ficar para sempre gravada na nossa memória não sabemos como agradecer.
Para não ficarem a pensar o porquê da caminhada ser tão marcante, explico-vos. Imaginem uma floresta densa, sem caminho definido, com pedregulhos, rio e árvores. Agora imaginem, 3 homens, 2 mulheres, 4 crianças e 1 bebe, todos descalços, a tentarem ir ver uma cascata,num caminho de algumas horas literalmente por dentro de um rio, onde a meio começou a chover a cântaros, mas quando digo a cântaros foi mesmo um dilúvio. Voltar para trás era a melhor opção, mas já agora vamos só ver a outra margem do rio, podia ser que o caminho fosse melhor. Voltámos para trás com sanguessugas nas pernas, completamente encharcados e cansados.
Parece um filme mau? Mas não! foi super divertido, os miúdos adoraram (quanto mais difícil mais sucesso irá ter uma caminhada com eles), o Pedro gritava pelo seu amigo Lucas que ia mais à frente, imitava os bonecos imaginários dele e sonhava que era o tarzan na selva (o Peter perguntava mas o que está ele a fazer?), o bebe queria ir no chão a trepar e a saltar, a Leonor a delirar porque tinha uma nova amiga a Ema e tirava fotografias a todos os cogumelos e coisas estranhas que encontrava, nós adultos saboreamos o passeio pela natureza que por sinal era lindo e riamos das dificuldades que encontrávamos. Não vimos a cascata, mas ficámos com uma caminhada gravada nas nossas memórias para sempre.

Tivemos tempo ainda para descobrir a floresta mais antiga do mundo a Daintree Forest e ver os famosos crocodilos australianos. Mas acima de tudo ficaram os momentos que passamos com amigos, seja com a família da Sofia e o Peter que tão bem nos receberam, seja com os nossos amigos Tiago, Rita e Lucas que nos acompanharam durante estes dias.

Obrigada Sofia e Peter! Esperamos por vocês em Portugal.

Carolina

The author administrador